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O próximo capítulo do hanji: as mãos por trás do papel artesanal da Coreia

Um simpósio em 16 de outubro e uma decisão iminente da UNESCO colocam em foco o conhecimento coreano da fabricação de papel, enquanto um conhecido espaço de Seul está temporariamente fechado.

Uma folha de hanji convida a ser observada de perto antes que qualquer coisa seja escrita nela. Há a espessura de sua borda, o modo como a luz a atravessa e a diferença entre um tom natural discreto e uma cor intensa. O papel artesanal tradicional da Coreia pode servir para escrever, como material de artesanato ou como parte do espaço ao seu redor. Neste outono, a atenção se volta às pessoas e ao conhecimento compartilhado que estão por trás dele.

Hanji à venda em uma loja de papel em Insadong, Seul, em 15 de fevereiro de 2009. Fotografia de arquivo; esta não é a Hanji House nem um anúncio de estoque atual. A paper store at Insadong, Seoul-01.jpg, de Richard Fisher, via Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

Crédito da imagem: A paper store at Insadong, Seoul-01.jpg — Richard Fisher, CC BY 2.0. Nenhum. Original baixado sem alterações locais. Exibir proporcionalmente, sem cortar.

Em 16 de outubro, o Korea Heritage Service e a Korea Heritage Agency realizarão um simpósio internacional sobre hanji na Korea House, em Seul. Naquela manhã, haverá uma oficina de conscientização sobre patrimônio imaterial. A discussão da tarde se concentrará no significado cultural do hanji, em seus usos contemporâneos e na continuidade das comunidades tradicionais de fabricação de papel. Comunicado oficial do evento

Há um motivo mais amplo para prestar atenção. A Delegação Permanente da Coreia junto à UNESCO afirma que a candidatura de “Conhecimentos, habilidades e práticas culturais tradicionais da fabricação de hanji” está prevista para análise na sessão do comitê de 30 de novembro a 5 de dezembro de 2026. Em 12 de outubro, essa ainda era uma decisão futura, não uma inscrição já aprovada pela UNESCO. Delegação da Coreia junto à UNESCO

Acompanhe o material até quem o produz

O hanji é feito principalmente com fibras da casca da amoreira-do-papel, conhecida em coreano como dak. A apresentação da delegação descreve as etapas de colheita, cozimento a vapor, descascamento, maceração, formação das folhas e secagem. Também destaca o pumasi, uma prática de trabalho cooperativo por meio da qual comunidades de vilarejos compartilham tarefas exigentes. Portanto, o patrimônio em análise inclui relações e conhecimentos acumulados, além do objeto final.

Uma forma útil de observar a fabricação do papel é acompanhar as transformações do material. Repare no momento em que a casca se torna fibra separada e, depois, no movimento que reúne essas fibras em uma folha. No relato da Andong Hanji sobre seu processo, a preparação da casca, a fervura, a lavagem e o branqueamento vêm antes das etapas seguintes. Essas preparações fazem parte do ofício, mesmo que o momento mais fotogênico à primeira vista seja a folha emergindo da água. O processo de um fabricante

O filme de 2026 da Korea Craft and Design Foundation, “Hanji, o papel tradicional da Coreia”, oferece uma introdução visual. A delegação coreana junto à UNESCO inclui um link direto para ele. Observe as mãos, os equipamentos e o trabalho compartilhado entre as pessoas; a superfície final do papel é apenas a última parte dessa história.

“Hanji, o papel tradicional da Coreia”, publicado pela Korea Craft and Design Foundation em abril de 2026 e indicado pela delegação coreana junto à UNESCO. O filme acompanha uma candidatura; até 12 de outubro, a UNESCO ainda não havia decidido sobre a inscrição.

Não existe uma única folha que represente tudo

Para quem visita, a palavra hanji pode dar a impressão de que todas as folhas terão a mesma textura. Melhor é perguntar sobre o papel específico. Um estudo revisado por pares sobre uma coleção de referência analisou 309 amostras de 26 fábricas coreanas e registrou variações nos materiais e na produção. A maioria das amostras usava fibras de amoreira-do-papel, mas a coleção também incluía fibras de outras plantas. Isso é motivo para se interessar pelas diferenças, em vez de julgar a autenticidade por uma única cor ou textura. A pesquisa

Ao comprar papel para um projeto, conte ao vendedor o que pretende fazer com ele. Pintura com tinta, impressão, dobradura e revestimento de um objeto pequeno exigem coisas diferentes de uma folha. Pergunte sobre o fabricante, a composição das fibras, a espessura e o uso recomendado. Se for permitido, compare amostras antes de se comprometer com uma compra maior. Um pouco de informação é mais útil para levar para casa do que uma afirmação vaga de que um material serve para tudo.

Cordões de papel coloridos e leques em Insadong, fotografados em 10 de março de 2005, segundo o registro da fonte. Exposição de artesanato de arquivo. Korean paper-Hanji-01.jpg, de SJ Yang, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0.

Crédito da imagem: Korean paper-Hanji-01.jpg — SJ Yang, CC BY-SA 2.0. Nenhum. Original baixado sem alterações locais. Exibir proporcionalmente, sem cortar.

Confira o local antes de planejar uma visita

A Hanji House, administrada pela Korea Craft and Design Foundation, oferece aos visitantes oficinas, amostras de papel e atividades práticas. Mas os guias antigos para visitantes agora precisam de uma ressalva importante: a página oficial informa que o espaço está temporariamente fechado, com reabertura prevista para março de 2027. Não planeje um roteiro para outubro com base em um endereço antigo ou na divulgação de uma oficina. Consulte os avisos mais recentes da organização antes de sair. Aviso atual para visitantes da Hanji House

As fotografias de arquivo aqui oferecem três maneiras cotidianas de observar: folhas empilhadas em uma loja de Insadong, cordões de papel coloridos ao lado de leques e a luz atravessando uma janela revestida de papel. Elas não são fotos do simpósio de outubro nem das exposições atuais da Hanji House. Juntas, sugerem um exercício acessível: observe o que o papel faz quando é guardado, moldado e colocado entre um cômodo e a luz do lado de fora.

Janela de hanok revestida de papel, fotografada na Coreia do Sul em 23 de maio de 2006. Fotografia de arquivo; a fonte não identifica um edifício específico. Korea-Hanji-Papered window-01.jpg, de Caroline Knox, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0.

Crédito da imagem: Korea-Hanji-Papered window-01.jpg — Caroline Knox, CC BY-SA 3.0. Miniatura proporcional fornecida pela Wikimedia e baixada; sem cortes ou alterações locais.

Antes de participar da programação de 16 de outubro

O simpósio sobre hanji está previsto para 14:00–16:30 no Folk Theater da Korea House; a oficina de conscientização, realizada separadamente, acontece das 10:00 às 12:00. Ambos são gratuitos, com formulários de inscrição antecipada distintos no comunicado oficial. O envio do formulário não confirma a vaga: a organização afirma que a participação só é finalizada após contato individual, e as inscrições podem ser encerradas quando a capacidade for atingida. Confira o suporte linguístico e a disponibilidade antes de fazer planos.

Quer você participe ou simplesmente comece com uma folha de papel, a pergunta que vale a pena fazer é a mesma: o conhecimento de quem tornou isso possível? O hanji fica mais fácil de compreender quando quem o produz continua em cena.

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